Tema
A ficha e a conversa de demonstração
Toda solução do catálogo mostra, na sua página, uma ficha (o que ela faz, o que não faz, e como funciona por dentro) e uma conversa de demonstração (um exemplo real de atendimento). As duas fazem parte da versão publicada — não é possível publicar sem elas, e as regras abaixo são o que o sistema verifica antes de deixar publicar.
Por que o limite é obrigatório
A parte mais importante da ficha não é o que a solução faz — é o que ela não faz. Num produto jurídico, prometer mais do que a solução entrega queima a confiança do cliente na primeira semana de uso. Por isso o limite e a lista de "o que não faz" têm o mesmo peso que "o que faz" na ficha: o sistema recusa a publicação se qualquer um dos dois ficar vazio.
A ideia é vender a capacidade e a limitação juntas, na mesma tela, para que quem instala a solução saiba exatamente onde ela para.
Campos da ficha
| Campo | O que é |
|---|---|
| Capacidades | Lista fechada de até 7 capacidades que a solução usa (responde sozinho, organiza o caso, lembra você, cobra o cliente, consulta seus sistemas, passa pra você, direciona para a área) |
| Limite | Uma frase curta e obrigatória: o principal limite da solução, exibido em destaque |
| O que faz | Lista de frases descrevendo as capacidades em linguagem de produto |
| O que não faz | Lista de frases descrevendo restrições — é a mesma lista que ancora as recusas da conversa (ver abaixo) |
| Ficha técnica | Onde funciona (ex.: WhatsApp), o que é necessário para instalar, quanto tempo leva, número de etapas do funil, número de lembretes, número de campos novos criados |
| Nomes das etapas | Os nomes das etapas do funil que a solução cria (pode ficar vazio se a solução não usa funil) |
| Lembretes | Quando cada lembrete dispara, a mensagem e em qual etapa (pode ficar vazio) |
| Linhas técnicas | Tabela "o que você vê" × "o que é criado por trás", para quem quer entender o que a instalação vai gerar |
| Termos de busca | Sinônimos que ajudam a solução a aparecer numa busca por sintoma no catálogo |
| Selo | Texto opcional de destaque, como "Mais instalada" |
Capacidades, limite, o que faz e o que não faz não podem ficar vazios. Os demais campos de lista são obrigatórios no sentido de que precisam existir (mesmo que como lista vazia) — só não podem ser omitidos.
A conversa de demonstração
A conversa de demonstração é uma simulação de atendimento real, com falas do cliente e da assistente, que aparece na página da solução para quem está decidindo se instala. Ela tem: nome e iniciais de um contato fictício, uma sequência de falas (beats), um resultado (o que ficou pronto ao final) e, opcionalmente, uma trilha de "por trás dos panos" mostrando o que o sistema fez em cada momento.
Toda conversa precisa ter pelo menos uma fala da assistente marcada como recusa — o momento em que ela diz que aquela análise específica é do advogado responsável, não dela. É esse beat que prova, na prática, o limite declarado na ficha.
De onde vem cada fala
Toda fala da assistente na conversa declara explicitamente sua procedência, porque as duas coisas têm uma diferença de confiabilidade que precisa ficar visível para quem lê:
- Escrita no fluxo: o texto é exatamente o mesmo que está escrito num nó do fluxo de atendimento real. O sistema confere isso literalmente — se o texto da fala não bater, palavra por palavra (ignorando espaços em excesso), com nenhum texto de nó do fluxo, a publicação é recusada. É uma fala que sempre vai aparecer exatamente assim para o cliente.
- Gerada pela assistente: o texto é um exemplo do que a assistente poderia dizer, mas ela escreve a resposta de verdade na hora, de acordo com o caso. Toda fala desse tipo aparece na interface com o aviso: "As falas da assistente são exemplos: ela escreve na hora, conforme o caso." Isso evita que alguém leia a demonstração como um roteiro fixo.
Por que a recusa precisa citar um limite
Quando o beat de recusa é do tipo "gerada pela assistente", ele não pode ser um texto qualquer que o curador imaginou — ele precisa citar exatamente um dos itens já declarados em "o que não faz" da ficha. No editor, esse campo é uma lista de seleção, não uma caixa de texto livre: você escolhe entre os limites que já escreveu, nunca digita um novo ali.
Isso existe para que a recusa mostrada na demonstração seja sempre uma consequência do limite declarado, e não uma invenção paralela de quem está montando a conversa.
O teto de 22 segundos
A soma de todas as pausas e tempos de digitação simulados da conversa não pode passar de 22 segundos. A demonstração é para dar uma ideia rápida de como a solução conversa — não é uma simulação de atendimento completo. Se a conversa passar do teto, a publicação é recusada informando a duração calculada e o limite.
Saiba mais
- Publicar uma solução — o passo a passo completo e o que fazer quando a publicação é recusada
- O que é uma solução — de onde vem o conteúdo que aparece no catálogo
